1 de 1 Homem idoso, close-up dos olhos azuis - Metrópoles - declínio cognitivo
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É um clichê dizer que os olhos nos ajudam a revelar o interior de alguém, mas as pesquisas científicas mais recentes mostram que isso vai muito além de poesia: a saúde dos olhos pode ser um importante indicativo de como está o nosso cérebro. Uma série de estudos demonstrou que os primeiros sinais de Alzheimer e de demência podem aparecer ao observar esta parte do corpo.
Um dos levantamentos mais recentes sobre o tema foi publicado em fevereiro na revista Scientific Reports. A pesquisa feita por médicos da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, demonstrou que a perda do tempo de resposta dos olhos pode ser um sinal precoce do declínio cognitivo e se manifestar até 12 anos antes da doença ser diagnosticada.
O Parkinson, o Alzheimer e a demência são doenças neurodegenerativas que afetam principalmente a população idosa. As condições são progressivas e, com o passar do tempo, o paciente torna-se mais dependente do cuidado de terceiros
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É comum que, no estágio inicial, os sintomas sejam confundidos com o processo natural do envelhecimento. No entanto, familiares e pessoas próximas devem ficar atentas aos sinais
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Também é importante buscar ajuda de médicos, pois quanto mais precoce for o diagnóstico, maiores serão as chances de controlar o caso e retardar o avanço das doenças, bem como aumentar a qualidade de vida dos pacientes
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O Parkinson provoca a morte de neurônios que produzem dopamina e desempenham papel importante no sistema locomotor. Os homens são os mais acometidos
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Os familiares do paciente devem ficar atentos aos primeiros sinais de lentidão, rigidez muscular e tremores frequentes, que são mais característicos desta condição
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O Alzheimer, por sua vez, afeta mais a população feminina. Ele provoca a degeneração e a morte de neurônios, o que resulta na alteração progressiva das funções cerebrais
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As consequências mais recorrentes são o comprometimento da memória, do comportamento, do pensamento e da capacidade de aprendizagem
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A demência é progressiva e os sintomas iniciais bastante conhecidos: perda de memória e confusão são os mais comuns. A condição atinge até 25% das pessoas com mais de 85 anos no Brasil
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Problemas na fala e dificuldade em tomar decisões também estão entre os sinais. Porém, há outros indícios sutis que podem alertar para o desenvolvimento de alguns tipos de doenças degenerativas
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Problemas de visão: um estudo feito no Reino Unido pela UK Biobank mostra que pessoas com degeneração macular relacionada à idade têm 25% mais chance de ter demência
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Perda auditiva: pode estar ligada a mudanças celulares no cérebro. Mas a perda de visão e audição pode levar o idoso ao isolamento social, que é conhecido há anos como um fator de risco para Alzheimer e outras formas de demência
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Mudanças de humor: pessoas com quadros iniciais de demência param de achar piadas engraçadas ou não entendem situações que costumavam achar divertidas e podem ter dificuldade de entender sarcasmo
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Problemas na gengiva: pesquisas apontam que a saúde bucal está relacionada a problemas mentais e pode estar ligada também à diabetes tipo 2, pressão alta, colesterol alto, obesidade e alcoolismo — todos também são fatores de risco para a demência
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Isolamento social: o sintoma pode aumentar o risco de doenças neurodegenerativas. A falta de paciência com amigos e familiares e a preferência por ficar sozinho podem ser sinais de problemas químicos no cérebro ou falta de vitaminas
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Outros sinais que podem indicar doenças neurodegenerativas, são: desinteresse pelas atividades habituais, dificuldade em executar tarefas do dia-a-dia, repetir conversas ou tarefas, Desorientação em locais conhecidos e dificuldade de memorização
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Outros sinais do declínio cognitivo nos olhos
Além dessa lentidão na resposta do processamento visual, ou seja, do tempo que o cérebro leva para nomear o que está enxergando, os olhos podem ajudar a diagnosticar o Alzheimer a partir de outros pontos.
Alguns estudos mostram que, em pessoas com declínio cognitivo, a área não vascularizada no centro da retina se expande, o que pode ser um indicativo da presença da doença neurodegenerativa. Uma pesquisa publicada em 2018 no periódico JAMA Ophthalmology sugeriu que esse aumento da “área morta” da retina pode ser observado em consultas com o oftalmologista até 17 anos antes dos sintomas do Alzheimer.
Outros dois sinais do declínio cognitivo nos olhos relacionados a casos mais graves da doença são a perda da capacidade de avaliar a profundidade (que explicaria a desorientação dos pacientes) e uma constante presença do olhar vago, uma ausência de concentração e de capacidade de interagir com aquilo que se enxerga.
Os médicos acreditam que essa reação do cérebro doente de “reduzir o olhar” como uma das primeiras consequências associadas à demência se deve ao fato de a visão ser processada em uma área muito grande do órgão e está relacionada com a memória. Conforme a doença progride, com mais acúmulos de toxina, ela normalmente avança nessas áreas.
Ao observar os sintomas em alguém próximo ou em si mesmo, é aconselhável procurar a orientação de um neurologista. O diagnóstico precoce do declínio cognitivo ajuda a controlar a sua progressão e dá mais qualidade de vida a pessoas com demência ou Alzheimer.
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