Afasia Progressiva Primária: saiba sobre doença de Alicinha Cavalcanti
A promoter faleceu na segunda-feira (2/8) após lutar contra uma doença neurodegenerativa rara
atualizado
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A promoter Alicinha Cavalcanti faleceu nessa segunda-feira (2/8), aos 58 anos, após enfrentar complicações provocadas pela Afasia Progressiva Primária. A APP é uma doença neurodegenerativa rara, que compromete gradualmente as funções básicas dos pacientes, como a capacidade de comunicação e a de se movimentar.
Ainda não existe um tratamento ou cura para a condição. Na maioria dos casos, a doença se manifesta em pessoas com idade entre 50 e 65 anos, grupo etário denominado como pré-senil.
Os pacientes costumam ter dificuldades para falar e recordar os nomes de objetos, o que tende a ser associado a problemas de memória. À medida que o quadro evolui, eles têm mais dificuldades para formar frases que façam sentido, misturando palavras fora de contexto.
Nos estágios mais graves, a doença evolui para quadros de demência e esquecimento, e pode ser confundida com o Alzheimer, outra doença neurodegenerativa.
A pessoa pode se tornar afásica após uma lesão cerebral, geralmente no hemisfério cerebral esquerdo, causada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC), um Traumatismo Cranioencefálico (TCE), um tumor cerebral ou um episódio em que haja ausência ou diminuição da oxigenação cerebral.
A prevenção da Afasia Progressiva Primária deve ser feita, portanto, controlando os fatores de risco associados a esses problemas, entre os quais estão o consumo excessivo de bebidas e o tabagismo.
Alicinha estava afastada das atividades desde 2017, ano em que foi diagnosticada com APP. Segundo os médicos, a progressão da doença varia para cada paciente, mas tende a ocorrer nos dez primeiros anos.
Não é a APP que causa a morte dos pacientes, mas sim o comprometimento das funções dele, como a dificuldade para se alimentar ou se movimentar. Nos últimos anos, Alicinha vinha sendo acompanhada por uma equipe médica 24 horas por dia.