Pesquisas de intenção de voto: satisfação ou seu dinheiro de volta
Pode isso, pode aquilo, pode qualquer coisa
atualizado
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Estou rouco de escrever que as pesquisas eleitorais deste ano ainda poderão dar muito rolo. Porque são pequenos os universos pesquisados e grandes as margens de erro.
Pois bem: vejam o que disse, hoje, Mauro Paulino, diretor do Datafolha, ao jornal O Povo, de Fortaleza, que contratou seus serviços.
“Mesmo no dia da eleição, há eleitores se decidindo. Em quadro indefinido, como o de Fortaleza, a probabilidade de mudança no dia da eleição é maior.”
Paulino segue explicando que as pesquisas eleitorais trabalham com o que se chama, no jargão estatístico, de “intervalo de confiança” de 95%. Em língua de gente, isso quer dizer que se uma pesquisa for repetida 100 vezes, em 95 delas os resultados estarão dentro da margem de erro admitida (no caso da pesquisa Datafolha em Fortaleza, de três pontos percentuais para mais ou para menos).
E daí? Daí, explica Paulino, “tem 5% de possibilidade de [um
resultado] estar fora da margem de erro. É pouco, mas existe”.
O DataFolha subiu no muro. Avisa que suas pesquisas
podem dar até um resultado fora da margem de erro.
Vou montar um instituto de pesquisa. Parece ser um bom negócio.
(Publicado aqui em 3 de outubro de 2004)