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São Paulo

Marçal usa processo de homônimo de Boulos para embasar ataque a rival

Dossiê que candidato do PRTB, Pablo Marçal, promete apresentar para "provar" que Guilherme Boulos usa drogas tem processo de homônimo

28/08/2024 15:52, atualizado 28/08/2024 21:16
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Reprodução/CNN Brasil
Pablo Marçal -- Metrópoles

São Paulo — O dossiê que o candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo, Pablo Marçal, promete apresentar contra o deputado Guilherme Boulos (PSol), para tentar associar o adversário ao uso de cocaína, contém um processo por “posse de drogas para consumo pessoal” contra um homônimo do psolista.

A informação foi publicada nesta quarta-feira (28/8) pelo jornal Folha de S. Paulo.

Desde o início oficial da campanha, Marçal tem acusado Boulos de ser usuário de cocaína sem apresentar nenhuma prova, chamando o candidato do Psol de “aspirador de pó”. A Justiça Eleitoral já determinou, inclusive, que o influenciador removesse de suas redes sociais vídeos em que faz a acusação.

Segundo o jornal, o dossiê preparado pela campanha de Marçal é uma lista de processos judiciais buscados na Justiça apenas com o filtro das palavras-chave “Guilherme” e “Boulos”, e não pelo CPF, por exemplo. O resultado disso é uma listagem sem detalhamento, incluindo uma série de ações de reintegração de posse envolvendo o nome de Boulos.

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Pablo Marçal ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro
Pablo Marçal durante entrevista coletiva após o debate da Band em São Paulo
Pablo Marçal discursa no palanque de Tarcísio de Freitas em 2022
João Doria e Pablo Marçal
Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol) em debate da Band
Ao longo da campanha, Pablo Marçal acusou Boulos de ser usuário de cocaína
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Ao longo da campanha, Pablo Marçal acusou Boulos de ser usuário de cocaína

Reprodução- Bandeirantes
Pablo Marçal ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro
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Pablo Marçal ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro

Reprodução
Pablo Marçal durante entrevista coletiva após o debate da Band em São Paulo
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Pablo Marçal durante entrevista coletiva após o debate da Band em São Paulo

Renato Pizzutto/Band
Pablo Marçal discursa no palanque de Tarcísio de Freitas em 2022
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Pablo Marçal discursa no palanque de Tarcísio de Freitas em 2022

Reprodução/Instagram
João Doria e Pablo Marçal
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João Doria e Pablo Marçal

Reprodução/Instagram
Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol) em debate da Band
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Pablo Marçal (PRTB), Ricardo Nunes (MDB) e Guilherme Boulos (PSol) em debate da Band

Reprodução- Band
O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) anuncia Pablo Marçal na Câmara dos Deputados
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O deputado federal Otoni de Paula (MDB-RJ) anuncia Pablo Marçal na Câmara dos Deputados

Reprodução/Instagram
Pablo Marçal é o candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo
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Pablo Marçal é o candidato do PRTB à Prefeitura de São Paulo

Reprodução
Embora sejam adversários na disputa eleitoral em SP, Pablo Marçal e Marina Helena (Novo) já fizeram algumas dobradinhas em debates
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Embora sejam adversários na disputa eleitoral em SP, Pablo Marçal e Marina Helena (Novo) já fizeram algumas dobradinhas em debates

Reprodução/Instagram
Marçal junto do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS)
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Marçal junto do deputado Marcel van Hattem (Novo-RS)

Reprodução/Instagram
A deputada estadual bolsonarista Dani Alonso (PL-SP) se diz amiga de Pablo Marçal
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A deputada estadual bolsonarista Dani Alonso (PL-SP) se diz amiga de Pablo Marçal

Reprodução/Instagram
Pablo Marçal conversa com o senador Sergio Moro
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Pablo Marçal conversa com o senador Sergio Moro

Igor Gadelha/Metropoles

Quem responde ao processo por “posse de drogas para consumo pessoal” que aparece no documento não é Guilherme Castro Boulos, candidato do PSol à Prefeitura da capital, e sim Guilherme Bardauil Boulos, um empresário que hoje, coincidentemente, disputa uma vaga na Câmara Municipal de São Paulo pelo Solidariedade.

Procurada, a assessoria de Marçal não se manifestou sobre o dossiê, nem informou o número do suposto processo contra Guilherme Boulos.

Guilherme Bardauil Boulos disse à reportagem que o caso envolveu maconha, e não cocaína.

“Houve esse incidente quando eu tinha 21 anos e foi um ato imprudente que ocorreu na minha juventude na época de faculdade. Mas isso é coisa do passado, que aconteceu há 23 anos”, escreveu ele por mensagem.