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Eleições 2026São Paulo

Haddad diz que Moraes teve importância no 8/1, mas deve explicar Master

Em sabatina ao Metrópoles, Haddad, candidato ao governo de São Paulo, respondeu a perguntas sobre suas propostas para o estado

24/09/2026 11:35, atualizado 24/09/2026 13:17
Maísa Moreno/Metrópoles
Fernando Haddad no Metrópoles Entrevista - Metrópoles

O candidato ao governo de São Paulo Fernando Haddad (PT) afirmou nesta quinta-feira (24/9), durante sabatina no Metrópoles, que o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes teve um importante papel nos atos de 8 de Janeiro, mas que, neste momento, deve se explicar sobre as suspeitas em torno de sua ligação com Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

“O Alexandre de Moraes teve um papel importante, que foi celebrado pela imprensa, pelas pessoas que têm apreço pela democracia. Mas isso não justifica nada”, disse Haddad. “Se há alguma coisa a ser explicada [sobre o Caso Master], ele que se explique. Todos nós, homens públicos, estamos sujeitos a isso.”

O petista participou, nesta quinta-feira (24/9), às 11h30, de uma sabatina promovida pelo Metrópoles. Ele foi questionado sobre propostas para o estado, cenário eleitoral e temas que marcam a disputa pelo Palácio dos Bandeirantes.

Haddad respondeu sobre a situação envolvendo o Banco Master e ressaltou que o presidente Lula solicitou apuração minuciosa do caso: “Lula pediu para passar o país a limpo”.

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O candidato petista ao governo de São Paulo ressaltou ainda que o caso é uma herança do governo de Jair Bolsonaro: “É um escândalo de um governo. Quem operou o Banco Master foi gente do governo Bolsonaro”.

Ele reforçou que o ministro Alexandre de Morais teve um papel importante no 8 de Janeiro, mas agora ele precisa se explicar sobre o envolvimento com o banqueiro Daniel Vorcaro.

Haddad criticou o adversário Tarcísio de Freitas por não participar de sabatinas e debates: “Ele não foi nem no Roda Viva, que é de uma emissora comandada pelo governo estadual”.

Porém, o petista admite a possibilidade de perder a eleição já no primeiro turno e diz que não ter um terceiro candidato que pontue na disputa atrapalha: “A eleição em São Paulo só tem dois candidatos. Então, pode acabar no primeiro turno… Um por cento pode fazer diferença. Entendo a ansiedade em falar que está tudo liquidado, mas ainda temos 10 dias de campanha”.

Ele criticou a política de Tarcísio de Freitas sobre segurança, disse que o governo do estado cortou metade do orçamento para o combate ao crime organizado e citou a operação Carbono Oculto como um exemplo: “Essa operação é um orgulho, porque montamos, dentro da Receita Federal, um órgão de combate ao crime organizado”.

Fernando Haddad também criticou o projeto de escolas cívico-militar do atual governo: “Esse tipo de projeto não deu certo em nenhum lugar do mundo”.

O petista falou sobre a possibilidade de aumentar a tarifa dos transportes: “Quando fui prefeito, todo reajuste foi abaixo da inflação. Se tiver que dar reajuste, vai ser abaixo da inflação”.

Ele aproveitou o tema para criticar as privatizações feitas pelo atual governo: “O número de falhas aumentou 27% no sistema de transporte”. E reforçou que os contratos precisam ser revisados: “Eu estou vendo tanta privatização sendo feita com problema… Não é nem se a privatização está sendo feita ou não, é como ela está sendo feita. Free flow com problema, CPTM com problema, Sabesp com problema. Se a gente não der um freio, vamos ter muitos problemas. Não sou contra parcerias, o ProUni é a maior já feita, mas a falta de transparência está chegando a patamares inaceitáveis”.

Haddad voltou a criticar Tarcísio sobre corte de verbas: “45% da verba do combate a enchente foi feita nesse governo”.

Perfil de Haddad

Candidato ao governo de São Paulo pela segunda vez, Haddad tenta reverter o cenário favorável ao atual governador e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Segundo a Pesquisa Quaest divulgada nessa quarta-feira (23/9), Tarcísio tem 44% das intenções de voto no primeiro turno para o governo de São Paulo. Fernando Haddad (PT) manteve os mesmos 27% da pesquisa anterior.

Fernando Haddad tem 63 anos, é advogado e professor, mestre em economia e doutor em filosofia pela Universidade de São Paulo. Foi subsecretário de finanças da Prefeitura de São Paulo na gestão de Marta Suplicy e assessor especial do Planejamento no primeiro ano do governo Lula. Haddad foi eleito prefeito da capital paulista, onde governou entre 2013 e 2016.

Foi ministro da Educação, entre 2005 e 2012, e ministro da Fazenda, entre 2023 e 2026, em ambos os casos no governo do presidente Lula.

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