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María Corina revela ter entregue a Trump sua medalha do Nobel da Paz

María Corina afirma ter dedicado honraria a Donald Trump. Comitê Nobel já havia reforçado que o prêmio é intransferível

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Imagem colorida de María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, que defende posse de Edmundo González - Metrópoles
1 de 1 Imagem colorida de María Corina Machado, líder da oposição na Venezuela, que defende posse de Edmundo González - Metrópoles - Foto: Jesus Vargas/Getty Images

A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, afirmou nesta quinta-feira (15/1) que entregou sua medalha do Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante um encontro entre os dois. A declaração foi dada em entrevista após o encontro, que foi fechado à imprensa.

“Entreguei a medalha, o Prêmio Nobel da Paz, ao presidente dos Estados Unidos”, disse Machado.

María Corina foi laureada no ano passado com o Prêmio Nobel por seu papel à frente da oposição na Venezuela. Trump, porém, deixou claro pensar que é ele quem merecia o reconhecimento.

Segundo a opositora de Maduro, seu gesto foi um reconhecimento ao compromisso do presidente dos EUA com a “nossa liberdade”. Ainda não está claro se o líder norte-americano aceitou a medalha. Anteriormente, o Comitê Norueguês do Nobel, responsável por organizar a premiação, alertou que o prêmio era intransferível em meio a declarações de Machado sobre o assunto.

O teor das discussões entre Trump e Machado ainda não é público. A política de 58 anos, porém, classificou a reunião como “extraordinária”.

Depois do encontro, o primeiro desde a captura de Nicolás Maduro em 3 de janeiro, a política voltou a expressar seu desejo de que a oposição exerça influência na nova realidade venezuelana — mesmo após Trump afirmar que ela não possuí “apoio ou respeito de todo o país” para governar a Venezuela. 

“Tenho insistido, e continuarei a insistir, que a Venezuela tem um presidente eleito [Edmundo González], e estou muito orgulhosa de trabalhar ao lado dele”, disse Machado à repórteres após uma breve reunião com senadores norte-americanos.

Apesar da fala de Machado, o futuro político da Venezuela ainda segue incerto — assim como um possível apoio do presidente norte-americano a um possível novo governo liderado pela oposição ao chavismo, que se diz vencedora das últimas eleições do país.

Depois de capturar o herdeiro político de Hugo Chávez, Trump afirmou que os EUA devem governar o país latino-americano até um período de transição. Ele, porém, ainda não deixou claro como seria tal administração.

Com a queda de Maduro, Caracas passou a dar diversas sinalizações positivas aos interesses de Washington. Eles incluem negócios envolvendo o petróleo da Venezuela, o restabelecimento de lações diplomáticos com os norte-americanos e a libertação de presos políticos.

Ao mesmo tempo, o governo norte-americano tem realizado afagos no governo interino do país, comandado por Delcy Rodríguez. No mesmo dia da reunião entre Trump e Machado, a Casa Branca informou que autoridades chavistas da administração venezuelana têm cooperado com os EUA, e revelou que o mandatário republicano está gostando “do que está vendo”.

Até o momento, Trump ainda não se pronunciou sobre o encontro María Corina Machado.

 

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