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Cinema

Crítica: 007 - Sem Tempo Para Morrer tem Rami Malek inspirado e muita ação

O novo longa de 007, após vários adiamentos, estreia nesta quinta-feira (30/9)

29/09/2021 16:43
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007: Sem Tempo Para Morrer
Crítica: 007 – Sem Tempo Para Morrer tem Rami Malek inspirado e muita ação

Um dos grandes méritos da franquia de James Bond é que os filmes vão sendo lançados e uma espinha dorsal é mantida, tornando cada título uma peça única e, ao mesmo tempo, parte de um universo. E, no meio disso, atores se sucedem no papel principal e a roda vai girando. 007 – Sem Tempo Para Morrer, que marca a saída de Daniel Craig da pele do protagonista, segue a mesma linha. Se, por uma lado é um bom filme de ação, por outro, tem um quê anticlimático, afinal, após às 2h43 minutos, lembramos mais do ótimo vilão de Rami Malek do que do nosso espião preferido.

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Mas, antes de continuar, 007 – Sem Tempo Para Morrer não é um filme ruim, ao contrário. A produção, dirigida por Cary Joji Fukunaga (True Detective), tem ótimos momentos, sobretudo nas espetaculares sequências de perseguição com carros, nas cenas de ação e na rixa entre as versões masculinas e femininas de 007 – Nomi, de Lashana Lynch, incorpora muito bem o papel e dá uma resposta excelente aos críticos de uma mulher como a agente do MI6: “007 é só um número”.

Em 007 – Sem Tempo Para Morrer, Bond se une a Nomi para tentar frear um terrorista internacional – Lyutsifer Safin (Rami Malek) – de empregar uma arma biológica capaz de matar usando o DNA da vítima. Ocorre que, até chegarmos a esse ponto, o primeiro ato do filme é quase um recap de SPECTRE, em um ritmo lento, que acaba prejudicando. Neste momento, a agente cubana Paloma (Ana de Armas) surge e some. Numa participação bem mais reduzida do que indicavam as campanhas de marketing.

O ritmo dessa primeira parte da história é lento e parece um tipo de memória de tudo que Daniel Craig trouxe a James Bond: força, muita luta, cenas de ação bastante corporais, trocas de tiro espetaculares e por aí vai.

Acertos

Passado esse momento, 007 – Sem Tempo Para Morrer engrena e vira um thriller de ação/espionagem ao melhor modelo da franquia. E, ao mesmo tempo, Lyutsifer Safin surge e serve para colocar o próprio James Bond em questionamento. O espião, então, fica cada vez mais fragilizado e humano, o que torna o personagem mais multidimensional e completo.

Por fim, é válido falar que o filme mostra as personagens femininas por outro olhar: a Madeleine de Léa Seydoux não é mais uma mulher descartável. Paloma é uma agente bem treinada e Nomi protagoniza excelentes momentos de humor com Bond.

No fim das contas, mesmo que com um desfecho agridoce para Craig, 007 – Sem Tempo Para Morrer é uma produção divertida, que traz os elementos da franquia e aponta bons caminhos para o retorno de um novo James Bond.

P.S.: Há uma importante informação no pós-crédito.

Avaliação: Bom