Confira os riscos e 4 dicas para reduzir o consumo excessivo de café
O consumo exagerado da cafeína pode trazer sérios riscos à saúde, veja como evitá-los
atualizado
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O consumo diário de café já faz parte da vida de centenas de milhares de pessoas. Considerada a segunda bebida mais ingerida do mundo, o café traz dezenas de benefícios à saúde, mas pode oferecer riscos quando não tomado com cautela. Como o caso do inglês que morreu ao tomar uma alta porção de cafeína.
Segundo a Euromonitor International, cada brasileiro consumiu 826 xícaras de café, em 2020, o equivalente a cerca de 2 xícaras por dia. A quantidade ainda está dentro do recomendado pelo Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA, que indica não ultrapassar mais de quatro xícaras por dia – ou 400 miligramas da substância.
Cafeína
De com o Gary Soffer, MD, médico especialista em medicina integrativa, a “cafeína é um estimulante que excita o sistema nervoso, lhe dando energia”, disse ele ao Insider. Mas a substância também pode resultar em efeitos colaterais desagradáveis se não houver cautela quanto ao seu consumo.
Entre os riscos da ingestão de altas doses da cafeína, estão:
- Aumento da micção;
- Diarréia;
- Dor de estômago;
- Dor de cabeça;
- Aumento da ansiedade;
- Insônia;
- Aumento da frequência cardíaca;
- Convulsões;
- Paradas cardíacas.
É preciso ainda se atentar ao rótulo das bebidas ingeridas ao longo do dia. Pode ser que você esteja exagerando nesse consumo sem perceber, bebidas estimulantes e derivadas do chocolate podem ser algumas que contém doses da substância.
- Uma lata de Monster: 160 miligramas
- Uma xícara de café: 96 miligramas
- Uma barra de chocolate amargo: 80,8 miligramas
- Uma lata de Red Bull: 80 miligramas
- Um expresso: 64 miligramas
- Uma xícara de chá preto: 47 miligramas
- Uma lata de Diet Coke: 46 miligramas
- Uma lata de Coca-Cola: 34 miligramas
- Uma xícara de chá verde: 28 miligramas
- Uma barra de chocolate ao leite: 8,8 miligramas
Como reduzir o consumo?
Se você está no grupo que consome mais 400mg de cafeína por dia, é preciso frear essa ingestão. É bem provável que você já sinta alguns dos sintomas descritos acima durante algum período do dia quando ultrapassa essa quantidade ou até mesmo quando não ingere café.
Veja algumas dicas para reduzir seu consumo:
Troque por bebidas com menos cafeína: “Se você ainda quer cafeína, mas quer diminuir sua ingestão, pode trocar seu café por uma outra alternativa como o chá verde”, diz Soffer. Apesar de ainda conter a substância, será em proporções menores. Ou se parar com o café for um problema, opte por um descafeinado.
Se hidrate: “Beber água suficiente pode manter a sede afastada, o que pode ajudar a impedir que você pule para bebidas com cafeína. Além disso, isso pode ajudar com possíveis dores de cabeça que podem surgir da retirada”, explica o médico.
Diminua gradativamente: Segundo Isabel Valdez, PA-C, médica e professora assistente na Baylor College of Medicine, parar abruptamente pode implicar em sintomas de abstinência. Nesse caso, a redução deve acontecer aos poucos, como de quatro xícaras para duas xícaras por dia, recomenda.
Pense positivo: “Abandonar o hábito da cafeína pode ser difícil, mas olhar pelo lado positivo pode lhe dar alguma motivação”, relembra Valdez. Uma dica da médica é pensar em quanto dinheiro será economizado com a redução desse consumo.
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