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Chuva extrema no litoral de SP não tem relação com mudanças climáticas

Segundo Luiz Nachtigall, meteorologista da MetSul, chuva extrema que atingiu o litoral de São Paulo não tem relação com mudanças climáticas

atualizado

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Estragos causados pela chuva em São Sebastião no litoral de São Paulo
1 de 1 Estragos causados pela chuva em São Sebastião no litoral de São Paulo - Foto: Daniela Andrade/PMSS

São Paulo – A chuva extrema que deixou mortos e destruição no litoral de São Paulo nesse fim de semana não teve relação com as mudanças climáticas, segundo o meteorologista da Metsul Luiz Nachtigall.

“Não tem nenhuma ligação. A chuva extrema ocorreu devido à interação de uma área de baixa pressão no litoral de São Paulo com uma frente fria que avançou do Sul do País”, explica Luiz.

De acordo com o especialista, os ventos com ar mais frio e com muita umidade vindos do mar se encontraram com as elevações da Serra do Mar e geraram uma chuva de natureza orográfica.

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Resgate após chuvas no litoral norte de São Paulo
Resgate após chuvas no litoral norte de São Paulo
Bombeiro e homem resgatam bebê em São Sebastião
Pessoas fazem fila humana para carregar crianças após chuvas em SP
Moradores passam crianças nos braços, em São Sebastião
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Estragos causados pela chuva em São Sebastião, no litoral de São Paulo

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Resgate após chuvas no litoral norte de São Paulo

André Santos Depcom Pmss
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Resgate após chuvas no litoral norte de São Paulo

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Bombeiro e homem resgatam bebê em São Sebastião

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Pessoas fazem fila humana para carregar crianças após chuvas em SP

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Moradores passam crianças nos braços, em São Sebastião

Reprodução/Felipe Augusto
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Chuvas causaram deslizamentos em vias do litoral de São Paulo

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Chuvas causaram deslizamentos em vias

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Chuvas causaram deslizamentos em vias do litoral de São Paulo

O fenômeno também é conhecido como chuva de relevo, que é quando uma massa de ar carregada de umidade sobe e se depara com uma elevação do relevo, como uma montanha ou uma serra. A chuva é provocada pela queda da temperatura, e o vapor de água acaba condensado.

“O volume de chuva no litoral de São Paulo está entre os mais altos já vistos no Brasil em curto período e, possivelmente, entre os mais elevados no mundo em instabilidade não decorrente de ciclone de natureza tropical, fenômeno conhecido por gerar chuva extraordinária”, detalha o meteorologista.

A região entre Guarujá e Bertioga foi a mais atingida pela chuva extrema. Na região, estão praias conhecidas que foram prejudicadas, como Juquehy e Barra do Una.

Veja abaixo o volume de chuva registrado em 24h, até as 7h da manhã de domingo (19/2):

  • 663mm em Bertioga;
  • 613mm em São Sebastião;
  • 371mm no Guarujá;
  • 335mm em Ubatuba;
  • 334mm em Ilhabela;
  • 234mm em Caraguatatuba;
  • 209mm em Santos;
  • 189mm em Praia Grande;
  • 178mm em São Vicente.

“Um milímetro de chuva equivale a um litro de água por metro quadrado. Volumes na magnitude de 500mm ou mais em poucas horas têm potencial de gerar massivos escorregamentos de encostas, com partes de morros inteiras vindo abaixo”, destaca o meteorologista da Metsul.

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