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Deputados antichavistas fogem para embaixadas após perderem imunidade

Três parlamentares acusados de rebelião buscam proteção diplomática em Caracas

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1 de 1 assembleia constituinte venezuela - Foto: Reprodução/Twitter

Três deputados opositores venezuelanos, acusados de rebelião pelo chavismo, buscaram refúgio em embaixadas estrangeiras um dia depois de terem a imunidade parlamentar cassada pela Assembleia Constituinte, controlada por Nicolás Maduro. Na quarta-feira (08/05/2019), Edgar Zambrano, vice-presidente da Assembleia Nacional (AN), de maioria opositora, foi preso pelo serviço de inteligência da Venezuela.

Zambrano era um dos principais parlamentares da oposição e braço direito de Juan Guaidó, autoproclamado presidente da Venezuela. Zambrano é um dos dez deputados contra os quais o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), controlado pelo chavismo, ordenou um julgamento por “traição à pátria e conspiração”, por envolvimento na na revolta de um grupo de militares no dia 30 de abril, sob a liderança de Guaidó. Na terça-feira, a Assembleia Constituinte suspendeu a imunidade dos políticos.

O próprio deputado narrou sua prisão no Twitter. Ele escreveu que patrulhas do Serviço Bolivariano de Inteligência (Sebin) cercaram seu carro diante da sede da Ação Democrática, partido de Zambrano. “Quando nos negamos a sair do carro, utilizaram um reboque para nos levar ao Helicoide”, revelou Zambrano, em referência à prisão que é sede do Sebin.

Após a suspensão da imunidade, o deputado Richard Blanco buscou refúgio na Embaixada da Argentina em Caracas. “Estou aqui provisoriamente, na residência do embaixador da Argentina”, disse Blanco à emissora VPI, após a prisão de Zambrano. “Vim dormir aqui porque minha vida corre perigo.”

Blanco, que descartou a possibilidade de pedir asilo na Argentina, foi o segundo parlamentar a se resguardar na residência de um diplomata estrangeiro após ser acusado de crimes de traição à pátria e rebelião civil.

Na quarta-feira, a deputada Mariela Magallanes se refugiou na residência do embaixador da Itália em Caracas. Segundo o chanceler italiano, Enzo Moavero Milanesi, ela receberá “a proteção e a hospitalidade de acordo com as convenções diplomáticas”, assinalou Milanesi, em comunicado que condenou as medidas do TSJ venezuelano.

Na quarta-feira à noite, um terceiro deputado da lista também se refugiou na casa do embaixador italiano em Caracas. “Não vou dar o gosto à narcoditadura para me mostrar como troféu e me usar como refém”, escreveu Américo De Grazia, de 59 anos, em sua conta no Twitter. “Ainda estou na luta pela democracia e agradeço as boas-vindas da Itália”, disse o deputado do Estado de Bolívar, membro do Partido La Causa R.

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