Avião que caiu no Cazaquistão despencou 1,4 mil metros em 2 minutos
Aeronave levava 67 pessoas — 62 passageiros e cinco tripulantes — e oscilou de altitude por mais de 1h. Avião teria atingido um pássaro
atualizado
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O avião da Azerbaijan Airlines que caiu na madrugada desta quarta-feira (25/12) no Cazaquistão teria chegado a despencar, nos últimos momentos do voo, cerca de 1.417 metros em apenas dois minutos, de acordo com o site de monitoramento Flighradar24. A aeronave, que levava 67 pessoas — 62 passageiros e cinco tripulantes — oscilou de altitude por mais de 1 hora.
O avião seguia de Baku, capital do Azerbaijão, para Grozny, na Chechênia. Das 67 pessoas a bordo, pelo menos 29 sobreviveram e estão hospitalizadas, incluindo duas crianças, em hospitais na cidade de Aktau, onde houve o acidente. As informações são do Centro de Comando de Astana e do Departamento de Situações de Emergência da região de Mangistau.
Durante o trajeto, a rota do voo precisou ser redirecionada por causa de um nevoeiro em Grozny, momento em que sofreu uma forte interferência no GPS. Segundo informações preliminares do órgão de vigilância da aviação da Rússia, o piloto teria decidido fazer o pouso de emergência após atingir um pássaro.
Veja o local do acidente:
A queda do avião, fabricado pela Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer), foi registrada em vídeo. Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que o avião arrisca um pouso de emergência. Veja o momento:
Após oscilar no ar e perder altitude, o piloto tenta tocar o solo, mas o avião o atinge com força e pega fogo. Segundo dados do site Flighradar24, a aeronave atingiu o solo a cerca de 390,772 km/h.
Em um segundo vídeo, também compartilhado nas redes sociais, é possível ver sobreviventes saindo dos escombros, ainda em choque e com alguns ferimentos. Algumas pessoas conseguem sair andando das ferragens. Assista:
Na lista de passageiros do voo J2-8243 teriam 37 cidadãos do Azerbaijão, 16 russos, seis pessoas do Cazaquistão e três do Quirguistão, segundo o jornal britânico The Guardian.