Afegão é preso suspeito de planejar ataque no dia da eleição dos EUA
Nasir Ahmad Tawhedo, de 27 anos, foi acusado de planejar atacar, em nome do Isis, aglomerações no dia 5 de novembro
atualizado
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Nasir Ahmad Tawhedo, de 27 anos, foi preso por autoridades federais dos Estados Unidos, por suspeita de planejar ataque terrorista em nome do Estado Islâmico (Isis), no dia das eleições presidenciais dos EUA em 5 de novembro.
Segundo o Departamento de Justiça, Nasir é acusado de conspirar, tentar fornecer apoio material ao Estado Islâmico e receber uma arma de fogo para cometer crimes. Nessa terça-feira (8/10), ele compareceu ao tribunal federal em Oklahoma City para ser julgado.
O Washington Post teve acesso à queixa criminal contra Tawhedi. Dentre as acusações está: conspiração com um menor, irmão mais novo de sua esposa, para executar o ataque planejado.
Nasir, supostamente, confirmou às autoridades que planejava atingir grandes aglomerações de pessoas no dia 5 de novembro e que, junto a seu cunhado, planeja morrer como mártir durante o ataque.
A queixa criminal afirma que Tawhedi realizou diversas medidas para concretizar o atentado. Ele obteve armas de fogo e começou a vender alguns de seus bens, incluindo um apartamento e dois carros, com o suposto intuito de reassentar a família no Afeganistão.
Conforme as autoridades, na segunda-feira (7/10), Tawhedi e seu cunhado foram presos após encontrarem com um agente disfarçado do FBI (Polícia Federal dos EUA) Ana zona rural de Oklahoma que se passou por um vendedor de armas. Ele entrou em contato com a fonte do FBI em setembro pelo Facebook, de quem Nasir teria encomendado dois rifles AK-47, 10 carregadores e munição para utilizar no atentado.
“Conforme acusado, o Departamento de Justiça frustrou o plano do réu de adquirir armas semiautomáticas e cometer um ataque violento em nome do Isis em solo americano no dia da eleição”, disse o procurador-geral Merrick Garland.
Quando o FBI revistou o telefone de Tawhedi, descobriu que ele se comunicava online com uma pessoa, a qual ele acreditava que facilitaria o seu recrutamento pelo Estado Islâmico.
Ele também tinha propagandas do Isis salva em seu telefone, pesquisou no Google como obter uma arma de fogo sem licença nos Estados Unidos e acessou a internet para acessar as webcams da Casa Branca e do Monumento a Washington.
O diretor do FBI Christopher A. Wray, afirmou que “este réu, motivado pelo Isis, supostamente conspirou para cometer um ataque violento, no dia da eleição, aqui em nossa terra natal. Estou orgulhoso dos homens e mulheres do FBI que descobriram e interromperam a conspiração antes que alguém fosse ferido. O terrorismo ainda é a prioridade número um do FBI, e usaremos todos os recursos para proteger o povo americano”.