Zema reage após ser chamado de oportunista por criticar Flávio
Pré-candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, está sob fogo de aliados da direita após criticar Flávio Bolsonaro
atualizado
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Belo Horizonte – O ex-governador mineiro Romeu Zema (Novo) está sob intenso fogo de políticos e militantes da direita desde a noite de quarta-feira (13/5), quando foi duro ao comentar a cobrança de dinheiro do senador Flávio Bolsonaro (PL) ao banqueiro Daniel Vorcaro. Zema chamou a atitude de Flávio de “imperdoável” e de “tapa na cara”. Aliados de Flávio reagiram chamando o mineiro de “oportunista”, e o pré-candidato do Novo à Presidência da República respondeu: “Coerência”.
Zema, que tem feito forte campanha por moralidade na coisa pública e criticado ministros do STF, que chama de “intocáveis”, achou que não deveria defender Flávio no caso do surgimento do áudio em que o senador pede milhões ao dono do Banco Master.

“Pra quem não sabe diferenciar oportunismo de coerência: o problema é seu”, escreveu Zema em suas redes sociais, ainda na noite de quarta, após ter sido chamado de oportunista por correligionários da direita, como o senador Rogério Marinho (PL-RN), líder da Oposição, e de “vil” pelo ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL).
O político mineiro fez outra postagem, com vídeo incluso, em que diz que, “se for pra ser mais um do mesmo, saio agora e desisto da minha pré-candidatura”.
Além de críticas de pessoas de seu próprio campo político, que consideram que Zema se precipitou, o ex-governador de Minas foi alvo de ironia do também pré-candidato à Presidência Renan Santos (Missão).
Ao Metrópoles na coluna de Milena Teixeira, Renan afirmou que Zema errou na estratégia e lembrou que o ex-governador, “até pouco tempo”, mantinha proximidade com o entorno de Bolsonaro.
Em Minas, a direita está poupando Flávio, e Zema está “unido” com a esquerda nas críticas.
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