Morre no Rio, aos 85 anos, o cineasta Maurice Capovilla
Capô, como era conhecido, ganhou reconhecimento ao usar a ficção para retratar a vida dos brasileiros durante a ditadura militar
atualizado
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Morreu nesse sábado (28/5), no Rio de Janeiro, o ator, roteirista, produtor e diretor de cinema Maurice Capovilla, conhecido como “Capô”. A morte foi confirmada por sua esposa, Marília Alvim, em um post em uma rede social. Maurice tinha 85 anos e não teve o motivo do falecimento divulgado.
Capovilla nasceu em 1936, na cidade de Valinhos (SP) e mudou-se para a capital paulista aos 21 anos. Estreou como cineasta em 1962, com a direção do curta-metragem “União”, e dirigiu seu primeiro longa-metragem, “Bebel, garota propaganda”, em 1968.
O artista ficou conhecido pela direção de longas de ficção durante a ditadura militar, com narrativas que retratavam as condições de vida no país.
Um das obras mais conhecidas do diretor paulista é “O Profeta da Fome” (1969), seu segundo longa-metragem, sendo estrelado pelo cineasta José Mojica Marins, o Zé do Caixão. O filme foi lançado comercialmente em 1970 e conquistou o prêmio de melhor argumento e roteiro no Festival de Brasília do Cinema Brasileiro.
Capovilla trabalhou também na direção do programa Globo Shell e Globo Repórter, da TV Globo, e foi diretor de núcleo da Rede Bandeirantes. Seu último longa como diretor foi “Harmada”, em 2003. Como ator, seu último trabalho foi em 2005, no filme “Donde comienza el camino”.
Em 2005, Maurice Capovilla recebeu a Ordem do Mérito Cultural do Ministério da Cultura, pasta agora extinta.
Segundo Marilia Alvim, o corpo do cineasta será cremado na tarde deste domingo (29/5), no Crematório São Francisco Xavier, no bairro do Caju, no Rio de Janeiro.