PF: presos de GO usaram nomes de mortos para movimentar R$ 900 mil
Presidiários são suspeitos de cometer crimes de associação criminosa, comercialização de moeda falsa e lavagem de dinheiro
atualizado
Compartilhar notícia
A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta sexta-feira (14/10), a Operação Destino Fúnebre, como objetivo de combater a prática de associação criminosa, comercialização de moeda falsa e lavagem de dinheiro cometidos por dois grupos de Rio Verde (GO) que operavam dentro e fora do presídio da cidade.
Cerca de 20 policiais federais cumprem 10 mandados judiciais: oito de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. Quatro investigados estão detidos no sistema prisional de Rio Verde, dois deles com novo mandado de prisão preventiva.
A diligência policial revelou que os suspeitos movimentaram cerca R$ 900 mil em, aproximadamente, um ano e meio. A maioria dessa quantia tinha origem dos pagamentos recebidos pela negociação de moedas falsas pelo grupo.
A quadrilha também fazia anúncios fora do país. A Interpol detectou ações criminosas em Portugal e comunicou a Polícia Federal sobre o ocorrido.
A PF reforçou que o trabalho desenvolvido pela corporação visa ao enfrentamento de associações criminosas que negociam, vendem e introduzem moeda falsa no território nacional.
O intuito da operação é, também, identificar e desarticular esses grupos, fundamentais para a logística dos falsificadores e grandes distribuidores de cédulas falsas.
Destino fúnebre
O nome dado à operação refere-se à principal conta bancária usada pelos criminosos para receber e distribuir valores obtidos por meio das ações ilícitas. O cadastro na instituição financeira estava em nome de pessoas que já morreram.
Se condenados, os investigados podem receber pena de até 25 anos de prisão, pelos crimes de associação criminosa, comercialização de moeda falsa e lavagem de dinheiro.