Menos de 9 horas após fuga da Papuda, membro do PCC é recapturado
Homem é acusado de ter matado o sobrinho de um PM para ser “batizado” no PCC; operação continua para capturar outro foragido
atualizado
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Ítalo Custódio, de 22 anos, apontado pela polícia como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC), foi recapturado por policiais penais em Brazlândia, neste domingo (3/9). A prisão foi feita menos de 9 horas após o criminoso ter escapado do Centro de Internamento e Reeducação (CIR), na Papuda, no Distrito Federal.
Os policiais penais continuam com as buscas pelo segundo foragido, Emerson dos Santos Carneiro, 32. Os dois presos serraram a grade sob o telhado do CIR. Na sequência, fugiram da unidade prisional na manhã deste domingo (3/9), por volta das 7h.
O membro do PCC estava preso por assassinar Denerson Albernaz, 37 anos, sobrinho de um policial militar do Distrito Federal, durante batismo para entrar na facção. O homicídio de Denerson ocorreu em 2022 e foi exigido como uma forma de “batizar” Ítalo na facção.
“Batismo no PCC”
Durante as investigações que precederam a segunda fase da Operação Sicário, que terminou com Ítalo e outro assassino presos, a 18ª Delegacia de Polícia (Brazlândia) descobriu que a maior facção criminosa do país recrutava novos soldados no DF. A prova de fogo do “batismo” era a execução de parentes de policiais militares.
O recrutamento teria sido levado à risca pelos candidatos. Os criminosos aceitaram a proposta, e o sobrinho do PM foi morto à luz do dia, na Quadra 58 da Vila São José, em Brazlândia, em 25 de setembro de 2022. Ítalo e outro envolvido, também integrante do PCC, foram presos em ação desencadeada no dia 29 de maio.
Foragido
Emerson foi preso por assassinato e duas tentativas de homicídio em outra ocasião. O Metrópoles apurou que Ítalo estava no CIR desde junho deste ano. Emerson, por sua vez, deu entrada no CIR em outubro de 2021. Os detentos ocupavam a mesma ala do Bloco 3 da unidade e estavam em regime semiaberto.
Qualquer informação relevante sobre o paradeiro do foragido deve ser reportada imediatamente à Polícia Penal do DF, pelo telefone (61) 99666-6000, à Polícia Militar, pelo 190, ou à Polícia Civil, via 197. A denúncia pode ser feita de forma anônima.