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Greve de vigilantes causa caos em hospitais e fecha bancos no DF

Agências bancárias não abriram suas portas e serviços em órgãos federais tiveram que se adaptar à paralisação

atualizado

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vigilantes em greve nos hospitais
1 de 1 vigilantes em greve nos hospitais - Foto: Michael Melo/Metrópoles

A greve dos vigilantes do Distrito Federal, deflagrada nessa terça-feira (18/4), causa um verdadeiro caos na capital nesta quarta (19). Hospitais funcionam de maneira precária, bancos não abriram suas portas e serviços em órgãos federais tiveram que se adaptar à paralisação.

Nos hospitais da rede pública, o atendimento foi suspenso por volta das 22h dessa terça, quando os trabalhadores cruzaram os braços. No Hospital de Base (HBDF) e no Paranoá (HRPa), pacientes ficaram revoltados e houve princípio de confusão.

No Hospital Regional da Asa Norte (Hran), todos os atendimentos estão suspensos. A Polícia Militar foi chamada para reforçar a segurança nessas unidades de saúde. Em Taguatinga (HRT) e em Ceilândia (HRC), os médicos do pronto-socorro também suspenderam as atividades.

De acordo com o Sindicato dos Médicos, a restrição no atendimento ocorre também em unidades de Pronto-Atendimento (Upas) e centros de Saúde.

A Secretaria de Esporte, Turismo e Lazer chegou a informar no início do dia que a visitação ao mezanino e ao mirante da Torre de TV estaria suspensa. Porém, voltou atrás e garantiu que os pontos turísticos estão funcionando. Já os vestiários do Parque da Cidade estão fechados por falta de vigilância.

De acordo com Gilmar Rodrigues, diretor do Sindicato dos Vigilantes do DF, 18 mil trabalhadores paralisaram as atividades. A categoria pede aumento de 6,48%, reajuste no vale-alimentação e o fim das contratações de trabalhadores por hora.

“Pela proposta, nosso salário seria reduzido pela metade. Hoje, o piso é de R$ 2.454. Se a proposta fosse aprovada, seria reduzido para R$ 1.115”, disse. “Não pretendemos voltar ao trabalho enquanto não tivermos avanços com as empresas”, completou.

A Secretaria de Saúde informou que o pagamento das empresas de vigilância que prestam serviço ao órgão está em dia. A Pasta esclarece que cada unidade está readequando, conforme sua demanda, o atendimento aos pacientes que procuram os hospitais da rede pública. Para isso, solicitou apoio à Polícia Militar.

A PMDF esclarece que o 1º Batalhão de Polícia Militar já está cumprindo ordem de serviço a fim de reforçar o policiamento devido à greve dos vigilantes. A Saúde informa também que alguns hospitais apresentam demora no atendimento não por causa da greve dos vigilantes e sim porque o sistema Trackcare (prontuário eletrônico) se apresenta instável. “A equipe técnica da secretaria trabalha para estabilizar a rede o quanto antes.”

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