País contratou mais de 124 mil aprendizes no primeiro trimestre do ano
Os estados que mais admitiram foram São Paulo, Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul
atualizado
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Mais de 124 mil jovens entraram no mercado de trabalho no Brasil em 2018 por meio da Lei da Aprendizagem Profissional. Balanço apresentado pelo Ministério do Trabalho aponta a admissão de 124.730 trabalhadores na condição de aprendizes entre janeiro e março. O estado que mais contratou foi São Paulo, seguido de Santa Catarina, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.
De acordo com a legislação brasileira, todas as empresas de médio e grande portes devem manter nos quadros de funcionários adolescentes e jovens entre 14 e 24 anos, na modalidade aprendiz, com cotas que variam de 5% a 15% por estabelecimento. No total, o Brasil contabiliza mais de 3,3 mil aprendizes contratados desde 2005, quando a lei foi regulamentada pelo Decreto nº 5.598.
Segundo o diretor de Políticas de Empregabilidade do Ministério do Trabalho, Higino Brito Vieira, o balanço prévio mantém o ritmo de contratação dos anos anteriores.“O Brasil vem tendo um aumento na aprendizagem profissional, desde a criação da modalidade, mas os números poderiam ser melhores. Ainda é um desafio convencer os empregadores de que contratar aprendiz pode ser vantajoso para as empresas”, explica Vieira. Ele acrescenta: “É uma oportunidade para a empresa formar sua própria mão de obra desde o início. O retorno para o empregador é a qualidade no serviço prestado”.
Setores e ocupações
Entre os setores que mais contrataram aprendizes no primeiro trimestre de 2018, estão a indústria da transformação, com 41.098 admissões, e o comércio, com 27.556. As ocupações nas quais os jovens tiveram mais oportunidades foram as de auxiliar de escritório e assistente administrativo. Mais de 50% de todas as contratações ocorreram nessas áreas.
Tiveram destaque também as funções de mecânico de manutenção de máquinas, vendedor do comércio varejista e repositor de mercadoria.
Gênero
Quando divididos por gênero, o sexo masculino prevalece na aprendizagem profissional. Desde o início de 2018, foram contratados 66.375 profissionais do sexo masculino (53,21%) e 58.355 do feminino (46,79%). Em apenas três estados da Federação o número de mulheres contratadas superou o de homens: Amapá, Pernambuco e Rio Grande no Norte.