Não relaxe após atingir o peso desejado e fuja do efeito sanfona
Estatísticas mostram que menos de 20% das pessoas conseguem manter a perda de peso por mais de dois anos
atualizado
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Mais da metade da população mundial está acima do peso e grande parte vive uma luta diária com a balança devido ao terrível efeito sanfona. As estatísticas mostram que menos de 20% das pessoas conseguem manter a perda de peso por mais de dois anos. Entender por que é tão difícil permanecer magro após atingir o peso desejado é essencial para não cair na autossabotagem.
Há mais de uma década, os estudos têm mostrado que, após uma perda significativa de gordura (10% do peso corporal), o nosso corpo começa a poupar energia, abaixando o metabolismo em uma média de 15%.
Uma pesquisa publicada na Clinical Science, em 2013, demonstrou que várias alterações fisiológicas sabotam a continuidade do emagrecimento, como a diminuição dos hormônios da tireoide, redução da oxidação (queima) de gordura e aumento do cortisol.
Além disso, o nosso organismo eleva os hormônios que aumentam o apetite (gherlina, GIP) e diminui os que inibem a vontade de comer (leptina, PYY, amylin). Ou seja, o quadro naturalmente induz você a ingerir mais comida.
Por isso, depois de emagrecer, não é hora de relaxar. Devemos intensificar os exercícios, dietas e tratamentos, pois o corpo, infelizmente, vai tentar recuperar o peso perdido, pois nossos genes foram feitos para sobrevivência e nosso organismo não entende que o emagrecimento foi proposital.
Um estudo publicado em 2008 no The American Journal of Clinical Nutrition confirmou que, infelizmente, essas alterações metabólicas persistem por mais de um um ano. O mais terrível é que, se você retorna ao peso inicial, ou seja, engorda novamente, seu metabolismo não volta ao patamar anterior. Ele sempre retorna um pouco abaixo.
Ou seja, quanto mais vezes você entrar no efeito sanfona, pior será para o seu metabolismo e ficará ainda mais difícil atingir os seus objetivos.