PSol faz reunião para cobrar posicionamento do PT contra Eduardo Paes
Integrantes do PSol avaliam que prefeito Eduardo Paes atuou para fortalecer o clã Brazão, diretamente implicado no assassinato de Marielle
atualizado
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O PSol do Rio de Janeiro faz nesta segunda-feira (25/3) uma reunião para decidir se o partido cobrará publicamente uma posição do PT e de Lula contra a candidatura de Eduardo Paes. Paes tentará a reeleição à Prefeitura do Rio de Janeiro.
Na avaliação de integrantes da cúpula do PSol do Rio de Janeiro, Paes convive politicamente há anos com a família Brazão. Chiquinho e Domingos Brazão foram presos neste domingo (24/3) por mandarem matar Marielle Franco, segundo a PF. A relação inclui apoio em campanhas políticas, apoio na Câmara dos Vereadores e nomeações em secretarias.
Por isso, uma ala do PSol defende que o PT deve ser cobrado por estar ao lado de Paes. O PSol ainda tenta atrair o partido de Lula para a campanha de Tarcísio Motta, o candidato do PSol à Prefeitura carioca.
Segundo integrantes do PSol, Paes atuou para fortalecer o clã Brazão e, consequentemente, a força de milicianos na cidade do Rio de Janeiro. Chiquinho Brazão, acusado de mandar matar Marielle, foi secretário de Ação Comunitária na gestão Paes até janeiro deste ano, depois de quatro meses no cargo.
Outra operação policial é lembrada na reunião desta segunda-feira (25/3): em dezembro, a deputada estadual Lucinha, aliada de primeira hora de Paes, foi alvo da Polícia Federal e do Ministério Público estadual por supostamente ser o “braço político” da milícia de Zinho. Paes nunca se manifestou sobre Lucinha.
A Prefeitura do Rio de Janeiro afirmou que Chiquinho Brazão foi nomeado na secretaria por indicação do Republicanos, partido que compõe a base de Paes na eleição deste ano. Segundo a Prefeitura, Brazão foi exonerado assim que seu nome apareceu nas investigações do caso Marielle.