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Alvo do MPF, rádio pregou golpe e orientou extremistas; assista

Veja vídeo; em invasão dos Três Poderes, comentaristas da rádio investigada pelo MPF pregaram golpe de Estado e orientaram terroristas

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Luís Nova/Especial Metrópoles
Vídeo STF Manifestantes bolsonaristas invadem e destroem o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Os terroristas andam pelo auditório do tribunal, jogando móveis no chão, com muitas cadeiras e mesas reviradas - Metrópoles
1 de 1 Vídeo STF Manifestantes bolsonaristas invadem e destroem o prédio do Supremo Tribunal Federal (STF). Os terroristas andam pelo auditório do tribunal, jogando móveis no chão, com muitas cadeiras e mesas reviradas - Metrópoles - Foto: Luís Nova/Especial Metrópoles

A Rádio Estúdio de Cascavel (PR), investigada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Paraná por supostamente financiar os atos golpistas do 8 de janeiro, estimulou as invasões dos Três Poderes. Na transmissão daquele dia, os comentaristas da rádio pregaram um golpe de Estado, chamaram extremistas de “cidadãos de bem” e orientaram os terroristas a enfrentar a polícia.

Chamado pelos comentaristas de “correspondente oficial em Brasília”, o “caminhoneiro Jorjão” foi um dos invasores do STF e do Congresso. Enquanto entrava na transmissão ao vivo da rádio, Jorjão disse: “Queremos as Forças Armadas, que é o povo armado, para fazer uma intervenção, uma limpa geral nos Três Poderes. A eleição não foi ganha, foi tomada. Não aceitamos o resultado dessas eleições fraudulentas”. As duas horas e meia de transmissão manteriam esse tom: teorias extremistas, golpistas e sem qualquer lastro na realidade.

Enquanto quebravam o plenário do STF, os golpistas foram repetidamente elogiados na Rádio Estúdio, cujo nome oficial é Rádio Cidade de Cascavel. “São pessoas de bem, querem ser ouvidas”, disse um comentarista. “Invasão de patriotas em Brasília. O povo reage bem”, emendou outro colega, em meio a vinhetas da rádio. Um terceiro radialista completou: “Preferem se ajoelhar esperando o golpe fatal? A nossa 92,3 [frequência da rádio], não. O Brasil inteiro tem de ir para a rua neste momento”.

 

A transmissão, replicada numa live, teve participação de um deputado estadual do PL pelo Paraná, que também pregou um golpe de Estado no Brasil, mais um crime. Ricardo Arruda, do mesmo partido de Jair Bolsonaro, disse: “Os generais covardes que fizeram acordo e não tomaram medidas que o presidente Bolsonaro deveria tomar são responsáveis por isso. E se continuar o confronto vai virar uma guerra civil no nosso país. O culpado é o STF”.

Deputado estadual no Paraná de 2019 a 2022 pelo antigo PSL de Bolsonaro, Coronel Lee também orientou os extremistas na transmissão. “Não dispersem, fiquem aglomerados”. Em outro trecho, comemorou: “Hoje é um momento muito feliz, parabéns ao povo brasileiro, está fazendo a sua parte”.

Na última terça-feira (7/2), o MPF paranaense abriu um inquérito contra a rádio por supostamente financiar os atos golpistas do 8 de janeiro, incentivar discursos extremistas e até fazer propaganda em um acampamento golpista em frente à sede do Exército na cidade.

Procurada, a Rádio Estúdio não respondeu.

(Atualização às 17h15 de 10 de fevereiro de 2022: Em nota, a Rádio Estúdio FM negou qualquer atitude ilegal e alegou privilegiar a liberdade de expressão. “A rádio não ostentou, em momento algum — seja por seus diretores, seja por seus colaboradores —, qualquer comportamento que possa ser qualificado como contrário ao ordenamento legal, infralegao ou constitucional”.)

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