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Imagens fortes: mãe filmava Djidja e o irmão após uso de entorpecente

As filmagens, obtidas pela Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, mostram a ex-sinhazinha do Boi Garantido sem ação após injetar cetamina

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Djidja Cardoso posa abraçada com a mãe e o irmão - Metrópoles
1 de 1 Djidja Cardoso posa abraçada com a mãe e o irmão - Metrópoles - Foto: Instagram/Reprodução

Há uma semana, desde que a ex-sinhazinha do Boi Garantido Djidja Cardoso faleceu, muitos episódios envolvendo a família da moça começaram a pipocar. Além da denúncia sobre a existência de uma “seita”, apareceram vídeos feitos pela mãe da empresária, Cleusimar Cardoso, mostrando os filhos sob efeito da cetamina.

As gravações, obtidas pela Rede Amazônica, afiliada da TV Globo, mostram Djidja e Ademar Cardoso “catatônicos”, sem reação. Em um dos momentos, a matriarca da família manda a filha “desligar a pia” e afirma que ela deu “três seringadas e ganhou superpoderes”. Depois, Cleusimar garantiu que cetamina “não faz mal pra ninguém”.

Em outro ponto da gravação, Ademar Cardoso aparece “rígido” na ponta da cama enquanto a irmã está deitada, imóvel. Na filmagem, a mãe questiona o motivo de o filho “estar duro” e manda que ele se endireite. De acordo com a reportagem, familiares contaram que os três ficavam o tempo todo dentro de casa usando o entorpecente.

Laudo revela detalhes da causa da morte

Na segunda-feira (3/6), o Instituto Médico Legal (IML) revelou detalhes da causa da morte de Djidja Cardoso. Segundo o documento preliminar, a ex-sinhazinha do Boi Garantido faleceu por causa de um edema cerebral, que afetou o funcionamento do coração e da respiração. A suspeita é de que o uso excessivo de cetamina tenha culminado na complicação, já que a família da moça tinha a droga aliada aos rituais da seita religiosa Pai, Mãe e Vida, liderada por eles.

O laudo aponta “depressão dos centros cardiorrespiratórios centrais bulbares; congestão e edema cerebral de causa indeterminada”, que é uma condição caracterizada pelo inchaço no cérebro. No entanto, o IML não explicou o que poderia ter desencadeado o problema.

O resultado final da necrópsia e o exame toxicológico deverão ser divulgados até o fim deste mês. As informações são do G1.

A Polícia Civil acredita que a morte de Djidja Cardoso ainda está relacionada a uma possível overdose de cetamina. A substância tem efeito anestésico, causando alucinações e sensação de bem-estar, quando usada de forma recreativa.

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Relembre o caso

O nome de Djidja Cardoso continua sendo um dos mais citados na web, depois de sua morte, no último dia 28, em Manaus. Existe a suspeita de que a causa do falecimento tenha sido overdose, depois da Polícia Civil descobrir que a mãe e o irmão da moça lideravam uma seita religiosa, onde praticavam o uso de drogas.

Segundo as investigações, o grupo era comandado pela mãe e pelo irmão de Djidja, que acreditavam ser Maria e Jesus Cristo, respectivamente. A ex-sinhazinha do Boi Garantido seria Maria Madalena. Para alcançar a evolução, eles usavam cetamina ou ketamina, um potente anestésico, que tem a venda proibida no Brasil.

O grupo estava sendo observado há 40 dias. Os agentes afirmam que Djidja possuía uma grande quantidade da substância no corpo, quando veio a óbito. Existe chances de que ela também fazia parte do esquema, além de outros três funcionários da família. Todos estão presos.

A polícia ainda aponta que algumas vítimas da seita foram submetidas a violência sexual e aborto:

“Ao longo das investigações, tomamos conhecimento de que Ademar também foi responsável pelo aborto de uma ex-companheira sua, que era obrigada a usar a droga e sofria abuso sexual quando estava fora de si. A partir desse ponto, as diligências se intensificaram e identificamos uma clínica veterinária que fornecia medicamentos altamente perigosos para o grupo religioso”, alegou o delegado responsável pelo caso, Cícero Túlio.

A repercussão da morte da ex-sinhazinha culminou na Operação Mandrágora, que foi adiantada para que os suspeitos fossem presos. Os familiares de Djidja pretendia fugir com as drogas numa mochila, quando foram abordados, na última quinta-feira (30/5).

Abstinência na cadeia

Presos, a mãe e o irmão de Djidja Cardoso, ex-sinhazinha do Boi Garantido que morreu no último dia 28, estariam tendo crises de abstinência. Segundo o Fala Brasil, da Record TV, Cleusimar Cardoso e Ademar Cardoso faziam uso de cetamina, conhecida como ketamina, durante experiências espirituais, em nome da seita religiosa Pai, Mãe e Vida, liderada por eles.

Os familiares de Djidja foram detidos em Manaus na quinta-feira (30/5), ao tentarem fugir com uma mochila cheia de narcóticos e armas de fogo, depois do falecimento da moça. A suspeita da Polícia Civil, que investiga o caso, é que ela tenha tido uma overdose.

A defesa da família Cardoso, comandada pela advogada Lidiane Roque, afirmou que Cleusimar e Ademar eram apenas usuários de drogas, que a seita religiosa não realizava sacrifícios e que pregavam, sob efeito da substância, uma filosofia prevista num livro:

“Não existia seita. Não existia envolver funcionários. Nada disso”, justificou a especialista. Outras três pessoas, que prestavam serviço para a rede de salões dos parentes de Djidja, também foram detidas.

Além do envolvimento com cetamina, de acordo com o delegado do caso, Cícero Túlio, Ademar foi denunciado por estupro e por induzir o aborto da ex-mulher:

“Ao longo das investigações, tomamos conhecimento de que Ademar também foi responsável pelo aborto de uma ex-companheira sua, que era obrigada a usar a droga e sofria abuso sexual quando estava fora de si”, esclareceu.

As mulheres eram supostamente mantidas em cárcere privado, nuas, por dias sem tomar banho, em nome da seita. Segundo o rapaz, seria em prol de um ritual de purificação. No entanto, relatos garantem que uma delas foi encontrada sangrando na residência da família Cardoso, sofrendo um aborto. Ela foi apontada como ex-mulher de Ademar.

A partir dessas queixas, a polícia chegou até Ademar Cardoso e sua mãe, Cleusimar Cardoso. A morte de Djidja teria adiantado as prisões, pois ambos estavam sendo investigados há 40 dias por tráfico, já que a venda da cetamina é ilegal no Brasil.

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