
Claudia MeirelesColunas

Ortopedista responde se o clima pode piorar a dor nas articulações
É comum encontrar quem relata sentir a dor nas articulações piorar quando as temperaturas caem. Saiba o que a ciência diz sobre isso!
atualizado
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Quem acorda com o joelho travado, a coluna rígida ou aquela dor antiga “reaparecendo” nos dias frios sabe que a mudança de temperatura costuma impactar diretamente a dor nas articulações. Mas isso não é só achismo: ouvido pela coluna, o médico ortopedista Luiz Felipe Carvalho confirma que as baixas temperaturas podem intensificar desconfortos em regiões como a lombar e os joelhos, especialmente em pessoas que já convivem com problemas ortopédicos ou doenças crônicas.
De acordo com o médico, isso acontece porque o clima frio influencia diretamente a percepção da dor. “O tempo tem um enorme impacto na intensidade das dores. Em temperaturas mais baixas, ocorre maior contração muscular e redução da circulação periférica, o que pode aumentar a rigidez e a sensação de dor”, explica.

Por que o frio aumenta a dor nas articulações?
Com a queda da temperatura, o organismo entra em um processo natural de preservação de calor. Como consequência, há redução da circulação sanguínea nas extremidades do corpo, além de maior tensão muscular e diminuição da lubrificação das articulações.

Os sintomas costumam ser mais intensos em pessoas que já tem doenças pré-existente como artrose, lesões antigas, inflamações ou doenças reumatológicas.
Outro fator importante é a redução da prática de atividades físicas durante o inverno. “Com o frio, a tendência natural é se mexer menos, e isso cobra um preço alto das articulações. Quanto menos movimento existe, maior tende a ser a rigidez articular”, destaca o ortopedista.
Regiões mais afetadas e tratamento
Joelhos, quadril, coluna cervical, lombar e ombros estão entre as áreas mais sensíveis as mudanças climáticas — pois são as regiões suportam grandes carga mecânicas ao longo do dia. Além disso, o médico alerta que se a dor nas articulações passar a limitar atividades simples, ocorrer com frequência ou vir acompanhado de inchaço e perda de mobilidade, a recomendação é procurar a ajuda de um médico.
“Quando a dor começa a limitar atividades do dia a dia ou se torna frequente demais, é importante buscar avaliação especializada para identificar a causa corretamente”, finaliza Luiz Felipe Carvalho.

Alongamentos, caminhadas leves, fortalecimento muscular e exercícios supervisionados ajudam a melhorar a circulação sanguínea, reduzir a rigidez e preservar a mobilidade das articulações. “O ideal é manter atividades adaptadas à realidade de cada paciente”, orienta o especialista.
Além da prática de exercícios, manter o corpo aquecido, corrigir a postura e evitar permanecer muito tempo na mesma posição são outras medidas que contribuem para aliviar os sintomas no dia a dia.
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