Victoria Beckham demite parte da equipe e reduz tamanho de coleções
A grife da ex-cantora britânica diminuiu o número total de funcionários em 20% e promete “voltar ao básico”
atualizado
Compartilhar notícia
Mais uma grife importante recorreu às demissões por causa da pandemia de coronavírus. A label homônima de Victoria Beckham decidiu cortar cerca de 20 empregos em Londres, na Inglaterra. O número equivale a quase 1/5 da equipe total. Desde março, com o fechamento das lojas, as vendas da marca caíram. A estilista britânica promete também reduzir o número de looks das coleções e “retornar ao básico”, segundo reportagem do jornal The Guardian.
Vem comigo saber os detalhes!
Cortes na marca
A redução de empregos ocorrerá, principalmente, na equipe do ateliê de costura da marca. Além disso, as coleções terão uma diminuição de 30% a 40% na quantidade de modelos apresentados, começando pela temporada de primavera/verão 2021, já em desenvolvimento.
Ao Guardian, um porta-voz de Beckham afirmou que a grife está fazendo reduções, assim como várias outras têm feito. A própria estilista se manifestou sobre as mudanças. “Parece muito relevante agora levar as coisas de volta ao básico. Isso promoveu uma grande energia e um verdadeiro senso de criatividade entre as equipes”, compartilhou.
Em abril, a grife passou por uma saia justa ao tentar afastar 30 funcionários para mantê-los por meio de benefícios do governo. Victoria, que detém cerca de 335 milhões de libras (o equivalente a R$ 2,2 bilhões), desistiu da ideia duas semanas depois de ser criticada na internet. Em toda a indústria fashion do Reino Unido, a Oxford Economics estima uma perda de 240 mil empregos após a pandemia.
Apesar do clima tenso da pandemia, as perspectivas da designer para o futuro são boas. Na próxima Semana de Moda de Londres, ela espera mostrar a coleção de SS21 para grupos intercalados de até 20 pessoas. Algo parecido com a apresentação de sua primeira coleção, dentro do quarto de um hotel nova-iorquino.
“Estou realmente empolgada em revisitar a abordagem íntima de mostrar coleções que eu tinha quando comecei o negócio”, contou ao The Guardian. Para isso, tem procurado grandes galerias de arte que possam comportar o número de pessoas com segurança. Inclusive a designer disse que está preparada para mudar os planos caso ocorra uma segunda onda da Covid-19.
“Nunca foi sobre dinheiro”
Rumores de tabloides britânicos apontam que Victoria está tentando ao máximo poupar os empregos de sua equipe, ao mesmo tempo em que tenta salvar a marca. Em 2018, segundo o The Sun, a label registrou um déficit de 12,3 milhões de libras.
O total de perdas entre 2013 e 2017 seria de 42 milhões de libras. Vale destacar que a grife nunca lucrou desde o lançamento, em 2008. Antes da pandemia, a marca pretendia atingir lucro até o fim deste ano.
“Victoria está arrasada. Estes são realmente tempos difíceis e ninguém está isento das garras da pandemia. Esse negócio é o orgulho e a alegria dela. Nunca foi sobre dinheiro. Ela nem se pagou nos últimos três anos”, disse uma fonte anônima ao tabloide. As vendas baixas no último ano seriam outro fator determinante para as demissões.
Com o isolamento social, a demanda pelas duas principais categorias trabalhadas pela grife – alfaiataria e vestidos – foi substituída pelo interesse em roupas loungewear e peças para exercícios. Além disso, mesmo com a reabertura das lojas, o tráfego ainda é menor que o convencional.
Outros gastos
Embora a marca alegue dificuldades financeiras, a imprensa britânica destacou algumas despesas elevadas da família de Victoria e o marido, o ex-jogador de futebol David Beckham. O casal é dono de 47% da grife. Um dos gastos é a aliança de noivado do filho Brooklyn com a modelo Nicole Peltz, estimada em R$ 1 milhão, e a disposição de bancar duas festas de casamento para eles, com valor equivalente a R$ 27 milhões.
Colaborou Hebert Madeira