Maia diz a Guedes: queda de Bebianno ameaçaria reforma da Previdência
Presidente da Câmara avalia que possível exoneração significaria falta de compromisso com Congresso
atualizado
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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ligou na manhã desta quinta-feira (13/2) para o ministro da Economia, Paulo Guedes, para enviar um recado ao presidente Jair Bolsonaro: a possível queda da ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência, pode atrapalhar a aprovação da reforma da Previdência.
Segundo fontes ouvidas pelo jornal O Globo, Maia argumentou que, ao exonerar Bebianno, principal aliado durante a campanha, o presidente indicaria que não honrará compromissos com o Congresso.
A interlocutores, o presidente da Câmara avaliou que depois de entregar a aprovação da reforma da Previdência, Bolsonaro não hesitará em sufocá-lo politicamente, caso também entre em rota de colisão com os filhos.
Embora publicamente Maia tenha afirmado que não “se intrometerá em conflitos de parentes do presidente”, ele argumentou com Guedes que tem bom relacionamento com Bebianno, elogiado por ele após ser reeleito para a presidência da Câmara.
O ministro, embora comandando uma pasta esvaziada, se aproximou do parlamentar e passou a ser visto como uma alternativa ao chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, cuja relação com Maia está estremecida desde que atuou nos bastidores para impedir a releição dele à presidência da Câmara.
A atuação de Maia em favor de Bebianno foi tratada na madrugada desta quinta (14) em conversas de WhatsApp e em um encontro de aliados do ministro que articulam para evitar a queda do ministro e conter a instabilidade no Palácio do Planalto.