PF aponta associação criminosa em caso de tráfico em avião da FAB
Manoel Silva Rodrigues, preso em 2019 com 39 kg de cocaína em um avião da FAB, faria parte de um esquema com outros três suspeitos
atualizado
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Um novo relatório da Polícia Federal (PF) concluiu que Manoel Silva Rodrigues, sargento da Força Aérea Brasileira (FAB) preso em 2019 com 39 kg de cocaína em um avião do órgão, agia em conjunto com outras pessoas para traficar drogas, o que configura associação criminosa.
O caso está sob a alçada da Justiça Militar, mas a PF foi acionada para investigar a origem do entorpecente. O conteúdo do documento foi revelado pela GloboNews, nesta quarta-feira (31/8), e confirmado pelo Metrópoles.
Além de Rodrigues, o relatório cita a participação de Jorge Luiz da Cruz Silva, sargento da FAB e suspeito de recrutar militares para integrar o esquema, e Marcos Daniel Gama, conhecido como “Chico Bomba”, apontado como dono da droga. Bomba foi preso em 2021, acusado de chefiar o financiamento do tráfico na FAB.
A quarta suspeita é a esposa de Rodrigues, Wilkelane Nonato, que teria desaparecido com R$ 40 mil e um celular com registros de conversas da quadrilha. A PF aponta ainda uma série de dificuldades para preencher as lacunas do caso, como a falta de cooperação da Justiça da Espanha e o sumiço de Nonato.
Relembre o caso
Manoel Silva Rodrigues foi detido no aeroporto de Sevilha, na Espanha, em junho de 2019, com 39 kg de cocaína. Ele fazia parte da comitiva de 21 militares que acompanhava a viagem do presidente Jair Bolsonaro (PL) a Tóquio, no Japão, onde participaria da reunião do G20.
O ex-militar foi condenado pela Justiça espanhola, em fevereiro de 2020, a 6 anos de prisão e pelo Superior Tribunal Militar (STM) brasileiro a 14 anos de pena. Em maio deste ano, Rodrigues foi expulso definitivamente das fileiras da Aeronáutica.