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Ministério da Saúde não recomenda 3ª dose de vacinas

A Anvisa já autorizou a realização de três estudos clínicos, com o objetivo de testar doses de reforço

atualizado

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Hugo Barreto/Metrópoles
Mutirão de vacinação contra a covid-19 para quem tem 37 anos ou mais começa com alta procura nesta sexta-feira (23/07) no estacionamento 12 do parque da cidade.
1 de 1 Mutirão de vacinação contra a covid-19 para quem tem 37 anos ou mais começa com alta procura nesta sexta-feira (23/07) no estacionamento 12 do parque da cidade. - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

O Ministério da Saúde não recomenda a aplicação da terceira dose de vacinas contra a Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Em entrevista coletiva nesta segunda-feira (26/7), a secretária extraordinária de enfrentamento à Covid-19, Rosana Leite, afirmou que, por causa da variante Delta, a prioridade da pasta é imunizar a maior quantidade possível de pessoas com a primeira dose.

“Não recomendamos ainda a terceira dose de quaisquer que sejam os imunizantes. Essas tratativas são alvo de estudos aqui no ministério”, pontuou a secretária.

Na sexta-feira (23/7), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) declarou que não há dados conclusivos sobre a necessidade e a segurança da aplicação da terceira dose da vacina.

A Anvisa já autorizou a realização de estudos clínicos com o objetivo de testar doses de reforço. Até o momento, a agência reguladora já aprovou três pedidos formais para realização de pesquisas clínicas.

Nas últimas semanas, as discussões sobre a aplicação da terceira dose da vacina ganharam força. O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), por exemplo, manifestou a intenção de oferecer uma dose de reforço da vacina para idosos.

Veja estudos sobre a aplicação da terceira dose no Brasil:

  • O primeiro é um estudo da Pfizer/BioNTech que investiga os efeitos, a segurança e o benefício de uma dose de reforço da vacina Comirnaty. Nessa pesquisa, o reforço da vacina da Pfizer será aplicado em pessoas que tomaram as duas doses há pelo menos seis meses;
  • Desenvolvido pelo laboratório AstraZeneca, o segundo estudo desenvolve uma nova versão da vacina (AZD2816), que está em uso no país, buscando a imunização contra a variante B.1.351 do Sars-CoV-2, identificada primeiramente na África do Sul; e
  • O terceiro é um estudo clínico para avaliar a segurança, a eficácia e a imunogenicidade de uma terceira dose da versão original da vacina da AstraZeneca (AZD1222) em participantes do estudo inicial que já haviam recebido as duas doses do imunizante, com intervalo de quatro semanas entre as aplicações.
Balanço

Desde o início da pandemia, o Brasil registrou 19,7 milhões de casos de Covid-19, e computou que 550 mil pessoas morreram por complicações da doença.

Ao todo, o Ministério da Saúde já distribuiu 164,4 milhões de doses da vacina. As secretarias de Saúde já aplicaram 131,9 milhões, entre primeira, segunda e única dose.

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