União inviabilizou imposto sobre valor agregado amplo, diz Guedes
“Vamos fazer a reforma ampla, desejada, se estão 100% a favor. Mas aderir sem um plano de saquear a União com meio trilhão?, disse Guedes
atualizado
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O ministro da Economia, Paulo Guedes, comentou nesta quinta-feira (27/5) sobre as discussões envolvendo a reforma tributária em análise no Congresso.
Ele disse que os estados pediram pelo imposto sobre o valor agregado (IVA) amplo, que englobe tributos sobre o consumo nas três esferas do governo. Entretanto, isso foi inviabilizado pela União por meio de pedido de transferência de quase meio trilhão de reais em 10 anos.
Os recursos seriam encaminhados para os fundos de compensação das exportações e de desenvolvimento regional.
“Vamos fazer a reforma ampla, desejada, se estão 100% a favor. Mas aderir sem um plano de saquear a União com meio trilhão? Acabamos de transferir meio trilhão. Foram R$ 260 bilhões de Fundeb, R$ 160 bilhões durante a pandemia, mais R$ 98 bilhões de Lei Kandir. Querem mais meio trilhão?”, indagou o ministro da Economia.
Guedes defendeu uma reforma tributária em fases. Primeiro, no diagnóstico do ministro, deve-se reunir o PIS e a Cofins em um só tributo, a CBS. “Fazemos IVA federal e estados que quiserem vão aderir. Isso é o que o ministro da Fazenda pode fazer. Mas o congresso, numa PEC, pode acoplar”, disse.
Ele finalizou citando o acordo fechado na semana passada pelo qual parte da reforma tributária seja iniciado uma parte pela Câmara e outra pelo Senado.