Haddad após queda do dólar: “É natural que as coisas se acomodem”
O ministro Fernando Haddad se reuniu com o presidente Lula (PT) na manhã desta segunda (6/1) para alinhas os planos do governo em 2025
atualizado
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou, nesta segunda-feira (6/1), que é “natural que as coisas se acomodem” ao falar sobre a oscilação do dólar para baixo. Mais cedo, a moeda abriu em queda e chegou a ser cotada a R$ 6,09.
“A questão do dólar, a gente precisa entender isso. Tem um processo de acomodação natural e nós tivemos um estresse no final do ano passado no mundo todo, tivemos aqui um estresse também, no Brasil”, disse a jornalistas.
Haddad se reuniu com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na manhã desta segunda-feira. O ministro informou que a conversa foi sobre os planos do governo federal para este ano e o Orçamento de 2025, que ainda não foi votado pelo Congresso Nacional.
Confira a declaração do ministro:
Haddad vê dólar se acomodando
Ao ser questionado sobre o controle cambial, o titular da Fazenda citou uma reportagem do jornal norte-americano The Washington Post sobre a gestão do republicano Donald Trump, que começa em 20 de janeiro.
Segundo o texto, assessores do presidente eleito dos Estados Unidos (EUA) têm estudado impor tarifas apenas em importações críticas — essa mudança considerável vai contra às propostas de campanha apresentadas pelo republicano.
Para o Haddad, até Trump moderou as declarações. “Hoje mesmo o presidente eleito dos Estados Unidos deu declarações moderando determinadas propostas que foram feitas ao longo da campanha, é natural que as coisas se acomodem”, disse.
O ministro da Fazenda ainda negou que exista qualquer possibilidade de subir o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para conter a alta saída de dólares. “Mas não existe discussão de mudar o regime cambial no Brasil”, reforçou.