Diretor da Aneel barra votação de processo da Amazonas Energia
Decisão favorece o empresário Carlos Suarez, sócio da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás)
atualizado
Compartilhar notícia
O diretor Fernando Mosna, da Agênica Nacional de Energia Elétrica (Aneel), decidiu na terça-feira (8/10), de forma monocrática, não votar o pedido de reconsideração da Âmbar Energia sobre a transferência de controle da Amazonas Energia, apesar do processo constar na pauta da sessão. A decisão de Mosna favorece o empresário Carlos Suarez, sócio da Companhia de Gás do Amazonas (Cigás).
Chamado também de “Rei do Gás”, Suarez já havia sido atendido por Mosna no processo de conversão de contratos, que também tramitou na Aneel. Na ocasião, ele pediu para ser ouvido previamente sobre os novos contratos da distribuidora – e foi atendido pelo diretor, que incluiu em seu voto o poder de anuência por parte da Cigás.
A medida contrariou a área técnica da agência, que já havia negado o direito ao empresário durante a consulta pública do caso. Em 27 de setembro, quando os diretores analisaram o caso, o relatório de Mosna causou impasse e a votação terminou em empate, sem uma definição. Suarez acionou a Justiça, mas teve o pedido negado.
A transferência do controle para a Âmbar Energia, do grupo J&F, foi aprovada pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, em cumprimento à Justiça Federal do Amazonas.
Em nota, a Âmbar informou “que avaliará o cenário antes de tomar qualquer decisão”, em relação ao cumprimento de decisão judicial pelo diretor-geral da Aneel.