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Com média de 200 mortes por dia, SP endurece quarentena em oito cidades

Mudança estava prevista para ocorrer em 5 de fevereiro, mas situação grave da pandemia fez governo se adiantar

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Movimentação em hospital de campanha da Covid-19 na zona norte de Osasco, na grande São Paulo
1 de 1 Movimentação em hospital de campanha da Covid-19 na zona norte de Osasco, na grande São Paulo - Foto: Fábio Vieira/Especial Metrópoles

São Paulo – O agravamento da pandemia em São Paulo, puxado pela alta no número de casos de Covid-19, retomada em novembro, fez com que o governo do estado reclassificasse nesta sexta-feira (15/1) oito cidades. A mudança estava inicialmente prevista para 5 de fevereiro.

A partir de segunda-feira (18/1) Araçatuba, Bauru, Franca, Piracicaba, Ribeirão Preto, São José do Rio Preto e Taubaté saem da fase amarela, mais flexível, e vão para a laranja. Marília que estava na laranja vai para a fase vermelha, a mais rígida, na qual apenas os serviços essenciais ficam abertos.

De acordo com o governador João Doria, em coletiva de imprensa nesta sesta-feira (15/1), há uma indicação clara de que a pandemia se acentuou nessa segunda onda em todo país e foi preciso tomar medidas de cautela.

O secretário de Saúde do estado, Jean Gorinchteyn, ressaltou que todos os indicadores da pandemia tiveram aumento significativo na última semana. Os casos cresceram em 5%, os óbitos, 2% e as internações, 10%.

“Este é um dado atual, lembre-se que na semana anterior tivemos número alto (crescimento de 34% nas mortes), mas represando duas semanas das festividades de fim de ano, agora são dados atualizados da dinâmica de circulação do vírus na nossa população”, ressaltou.

Gorinchteyn pediu apoio da população. “Fiquem em casa. Se isso não for possível, saiam com responsabilidade, usem máscara, evitem aglomerações, festejos, encontros, eles têm que ser preservados nesse momento”. Segundo ele, os jovens são os principais vetores, por acreditarem que terão apenas sintomas leves. “Eles estão levando para casa e matando seus pais e avós. É isso que temos e precisamos do apoio de todos.”

A posição atual da curva de mortes no estado se aproxima da que foi registrada no meio do ano, com mais de cinco dias seguidos com média móvel acima de 200 mortes.

De acordo com dados da Secretaria de Saúde atualizados no último dia 13, o estado tem 67% dos leitos de UTI ocupados e 52% dos de enfermaria. Na região metropolitana, os índices sobem para 69% e 60%, respectivamente.

Nas últimas duas semanas, mesmo com medidas mais restritivas adotadas após o Natal e o Ano-Novo, o estado continuou a ver os números subindo. As internações, ainda segundo a pasta, tiveram um acréscimo de quase 20% nesse período.

Reclassificação

Há cerca de uma semana, o estado já havia feito uma reclassificação, na qual colocou quatro municípios na fase laranja, a segunda mais rigorosa, e manteve o restante na amarela.

Apesar de ter endurecido as regras para mudança de fases, o governo também as tornou mais permissivas. O argumento é o de que não é o comércio fechado que diminui a propagação do vírus, mas o uso adequado das medidas de proteção e o fim das aglomerações.

São Paulo é o estado com mais casos e óbitos da doença no país. Desde 26 de fevereiro do ano passado, foram registradas 1,6 milhão de infecções e 49 mil mortes. No Brasil são 8,3 milhões de casos e 207 mil óbitos.

A taxa de letalidade em São Paulo é 3,1%, acima do índice nacional de 2,5% e do mundial (2,1%). Em todo mundo, a Covid-19 já fez 1,978 milhão de vítimas.

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O governador de São Paulo João Doria, em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado.
O governador de São Paulo, João Doria, articulador da criação da Coronavac
O governador de São Paulo João Doria, em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado.
Secretário de Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn
O diretor do Instituto Butantan Dimas Covas, em coletiva de imprensa no palácio dos Bandeirantes
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Doria fala em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado

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O governador de São Paulo João Doria, em coletiva sobre as restrições contra o coronavírus no estado.

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O governador João Doria (PSDB) e o secretário Estadual de Saúde Jean Gorinchteyn apresentam respiradores para doação para o estado de Amazonas contra o coronavírus.

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O governador João Doria (PSDB) e o secretário Estadual de Saúde Jean Gorinchteyn apresentam respiradores para doação para o estado de Amazonas contra o coronavírus.

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