Além de Flávio, denúncia da rachadinha deve atingir mais um político
As acusações irão focar em pelo menos dois gabinetes: o de Flávio Bolsonaro e o de outro deputado da lista da Coaf
atualizado
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As denúncias do Ministério Público do Rio de Janeiro contra os envolvidos no esquema da rachadinha da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) devem atingir mais de um político.
Segundo informações do jornal O Globo, as acusações irão focar em pelo menos dois gabinetes: o do atual senador Flávio Bolsonaro (Republicanos) e o de um outro deputado que está na lista original do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).
O principal fundamento das denúncias é o suposto crime de peculato, uma vez que os favorecidos teriam se apropriado de dinheiro público ao obrigar os servidores da Alerj a transferirem parte de seus vencimentos.
O relatório do Coaf, produzido durante as investigações da Operação Furna da Onça, citava, inicialmente, 75 assessores ou ex-assessores da Alerj ligados a 22 deputados estaduais à época. Entretanto, o Ministério Público Federal (MPF) remeteu parte desses nomes para o MPRJ por entender que a “rachadinha” não tinha ligação direta com o esquema de corrupção do ex-governador Sergio Cabral.
Os promotores, geralmente, só pedem prisão preventiva quando a denúncia está pronta. Uma exceção foi a prisão de Fabrício Queiroz, pela oportunidade que surgiu após a descoberta de seu paradeiro.
O MPRJ apressará a denúncia contra Queiroz e os demais envolvidos no esquema. A prisão preventiva possui prazo de 90 dias para reavaliação.