Manifestantes interditam Avenida Paulista em protesto contra o governo
Os principais alvos do protesto são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu a chefia da Casa Civil, e a presidente Dilma Rousseff
atualizado
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Os manifestantes que protestam na Avenida Paulista, região central da capital São Paulo, entraram em conflito na manhã desta quinta-feira (17/3). Grupos que se posicionam contra a favor do governo trocaram agressões e tiveram que ser separados pela Polícia Militar. O secretario de segurança pública de São Paulo, Alexandre Moraes, compareceu ao local do protesto, foi hostilizado pelos participantes e teve que deixar o ato.
A manifestação começou com a presença de 250 pessoas, o número ainda não foi atualizado. Muitos carregam bandeiras do Brasil e alguns vestem camisas da seleção brasileira. Eles gritam palavras de ordem e fazem barulho com apitos e cornetas. Os principais alvos do protesto são o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que assumiu a chefia da Casa Civil, e a presidente Dilma Rousseff.O estudante de engenharia e microempresário Anderson Rocha disse que está no local desde a noite de ontem (16), quando participou da manifestação que reuniu cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a estimativa da Polícia Militar. Para ele, Lula se tornou ministro para dificultar as investigações da Operação Lava Jato. “Ele está assumindo o ministério para fugir da Justiça”, disse o jovem de 26 anos, que veio à avenida quando soube que o ex-presidente aceitou o convite para o cargo.
O enólogo Willian Mascarenhas, de 67 anos, se destaca no grupo carregando uma bandeira do estado de São Paulo e trajando o uniforme da chamada Revolta Constitucionalista de 1932. Na ocasião, os paulistas se insurgiram contra o governo de Getúlio Vargas. “Acho que no Brasil está tendo muito roubo, muita corrupção. Nem os juízes conseguem acabar com isso”, ressaltou Willian.
No entanto, ele disse estar disposto até mesmo pegar em armas para derrubar o atual governo. “O povo paulista e o povo brasileiro se unem para limpar de novo o Brasil, nem que tenha que ser com uma revolução armada”.
Com informações da Agência Brasil