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Militares patrulham Vitória (ES). Capixabas começam a sair de casa

Em crise na segurança, Espírito Santo recebeu o reforço das Forças Armadas e Nacional por causa da paralisação da Polícia Militar

atualizado

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GILSON BORBA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
exército forças armadas vitória
1 de 1 exército forças armadas vitória - Foto: GILSON BORBA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Integrantes da Força Nacional de Segurança começaram a chegar à capital capixaba Vitória no fim da madrugada desta terça-feira (7/2), horas depois de soldados do Exército irem às ruas para fazer patrulhamento ostensivo. A presença dos militares devolveu um pouco da confiança dos moradores, que nesta manhã voltaram a circular pelas ruas da cidade.

A movimentação de pessoas nas ruas é maior do que aquela vista no fim da tarde de segunda-feira (6). Alguns estabelecimentos voltaram a abrir as portas.

Em crise na segurança, o Espírito Santo recebeu o socorro das Forças Armadas e da Força Nacional de Segurança por causa da paralisação da Polícia Militar, que vem desde o fim de semana. O movimento já foi considerado ilegal pela Justiça, que determinou aplicação de multa diária de R$ 100 mil por descumprimento.

A categoria reivindica reajuste salarial e denuncia falta de pagamento de auxílio-alimentação, adicional noturno e por periculosidade, além de más condições da frota de veículos empregada no patrulhamento.

Familiares de PMs se posicionaram na frente de batalhões na Grande Vitória e em cidades do interior para impedir a saída dos PMs e de carros e protestar contra o governo – que não aceita negociar enquanto os PMs não voltarem a seus postos.

Violência
A sensação de insegurança é grande no estado, e, por isso, início do ano letivo nas escolas públicas de Vitória, previsto para esta segunda-feira, foi adiado. Unidades de saúde restringiram o atendimento.

Foi verificado aumento do número de crimes nos últimos dias, como homicídios e assaltos. Foram registrados saques, arrombamentos de lojas e dois ônibus foram incendiados na noite desta segunda-feira em Serra, na região metropolitana. Cidades como Guarapari, Linhares, Aracruz e Colatina estão sem policiamento.

“Os efeitos são desastrosos. Quem deveria estar cuidando da população não está cuidando. Quando as polícias não funcionam, temos que recorrer a recursos federais, até que a gente possa retomar a normalidade”, disse o secretário de Segurança, André Garcia.

Ele ressaltou que o estado não tem condições financeiras de dar aumento aos PMs e não pode ceder à pressão dos protestos. “Independentemente da pauta, se é justa ou não, tem que ter policiamento na rua”, afirmou.

IML
Superlotado após a alta de mortes, o Departamento Médico Legal (DML) da capital foi fechado na segunda, por orientação da Polícia Civil. Havia quase 30 corpos no departamento, que tem só 12 gavetas frigoríficas, segundo o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil do Espírito Santo (Sindepes). “Parecia campo de guerra da Síria. Havia 16 cadáveres no chão”, descreveu Rodolfo Laterza, presidente da entidade.

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